Freguesia de S. Domingos de Rana

O próprio nome da povoação basta para atestar a sua antiguidade; Rana significa no português antigo "rã", que ainda vem do latin. Antes da existência do própria aldeia de S. Domingos de Rana, em 1527 só havia a aldeia de Rana que conjuntamente com os casais da Parede e Rebelva contavam apenas com 13 fogos.

Uma lenda observada pelos "Cabouqueiros" (homens que trabalhavam nas muitas pedreiras que por ali existiam), contam ter visto S. Domingos de Gusmão aparecer um dia, no alto de Rana, e outros contam tê-lo visto, num outro dia, sentado num morro onde hoje se situa a igreja de S. Domingos de Rana. Dizia-se na altura, que se S. Domingos por ali aparecia era porque queria que lhe construíssem uma capela.
Esta foi construída e destruída pelo terramoto de 1755 e deu lugar ao actual templo de invocação a S. Domingos de Gusmão.
Com o passar do tempo, cresceu uma aldeia à volta do templo, e não se sabe quando a aldeia ficou com o nome de, S. Domingos de Rana, quer dizer S. Domingos de rãs, animais estes que abundavam no local.
Actualmente este templo, é considerado o mais rico do concelho. Uma das torres é sinaleira e outra possui um relógio. No tecto, hoje caiado, existiu uma das melhores pinturas de Pedro Alexandrino, a nave é separada das partes laterais, onde existem seis altares (três de cada lado).

Sabe-se que para entrar na barra de Lisboa, os marinheiros invocam a igreja como testemunho da sua fé.
No largo do Cruzeiro, aquele que se situa em frente à igreja, realizavam-se os arraiais e as festas religiosas, como por exemplo a de Nossa Senhora do Cabo. No caso de se verificarem excedentes no rendimentos desta instituição eles destinar-se-iam ao socorro dos pobres da freguesia.

 

Foto da igreja matriz de S. Domingos de Rana.