O Grupo Etnográfico dos 7 Castelos

O grupo etnográfico dos Sete Castelos, nasce por vontade de alguns populares do bairro dos sete castelos, por altura dos santos populares para abrilhantar as festas do bairro.
Teve a sua primeira actuação no dia 13 de junho de 1976, com o nome de "Rancho do Bairro dos Sete Castelos".

Foto do Rancho do Bairro dos 7 Castelos

De início o seu repertório consistia em danças e cantares saloios, tendo por traje um único fato. As mulheres usavam camisa branca, saia preta com duas barras (amarela e vermelha), lenço vermelho na cabeça, meias brancas até ao joelho e sapatos pretos.
Por sua vez, os homens usavam calça preta, camisa branca, uma cinta vermelha e sapatos pretos.

Primeiro traje do grupo

Por volta do ano de 1982, por não haver raízes folclóricas na nossa freguesia, decidiu-se reformular o repertório e os trajes. Começando então este rancho a representar danças, cantares e trajes de várias regiões do nosso país. Actualmente representa as seguintes regiões:
Minho / Douro / Nazaré / Ribatejo / Alto-Alentejo / Estremadura / Algarve /Açores / Madeira
Sendo então necessário mudar o nome do grupo para o actual: "Grupo Etnográfico dos 7 Castelos".

Traje actual

Para realizar o actual repertório este grupo contou com a colaboração de vários ranchos das próprias
regiões que representavam.
No que diz respeito ao espectáculo cultural, as actuações são realizadas parte delas nos hotéis do concelho de Cascais, durante os meses da primavera e do verão. Não prescindindo por isso, de participar em festas culturais dentro e fora do concelho.
O rancho já participou nas marchas da vila de Cascais.

Foto do Festival de Marchas Populares, em 1982.

Já fez uma saída para fora do país, à cidade de Biarritz em França, em representação da Câmara Municipal de Cascais. Na estadia manteve um grande contacto com um grupo de folclore de Saragoça, um grupo de Espanha, actuando várias vezes em conjunto no casino e na ruas da cidade.

Foto da ida a Biarritz - França, com o Presidente da Câmara de Biarritz, em 1988.

Foi também com a Câmara Municipal de Cascais, que este grupo organizou e apresentou por duas vezes o Festival Internacional de Folclore de Cascais nos anos de 1989 e 1991. Neste festival participaram grupos de países como a Espanha, a França, a Checoslováquia, a Rússia (antiga U.R.S.S.), a Polónia, a Grécia, a Turquia, o México, o Brasil e claro vários grupos vindos do norte a sul de Portugal.

 

 

Festival Internacional de Folclore de Cascais, em 1989 e 1991.


O espólio, que o Grupo guarda, é constituído por recordações, taças, medalhas, medalhões, fitas e galhardetes. Este espólio trás recordações de momentos que o grupo viveu, foi com grande prazer ao organizar estas linhas recuar no tempo para lembrar episódios vividos, não só por elementos ligados directamente ao grupo, mas também por muitos populares, que participavam nas excursões que o grupo organizava, sempre que havia uma saída para fora do concelho.
Lista-se abaixo alguns lugares de Portugal onde o grupo actuou:
Alfundão, Almalaguês, Alvarrões, Amarante, Arruda dos Vinhos, Baixa da Banheira, Benedita, Cabanas de Torres, Caldas da Rainha, Curtiçadas do Lavre, Entroncamento, Lousada, Marvão, Montijo, Pinhal Novo, Póvoas e Meadas, Praias do Sado, Redondo, Rosas da Amoreira, S. Martinho do Porto, Samora Correia, Tomar, Tondela, Torre de bera, Val Choupinho, Vila Chã de Ourique.
Muitas destas saídas foram conseguidas através de intercâmbio de actuações, ou seja, normalmente dois ranchos vêem abrilhantar a festa do Bairro dos Sete Castelos, e o nosso grupo irá abrilhantar as festas destes.

Foto do Grupo no largo da igreja de S. Domingos de Rana em 1986.

 

Agradecimentos:


Aos elementos que ajudam, directa ou indirectamente, este rancho na sua infinita luta para mostrar, dentro do possível, as tradições folclóricas do nosso país, presta-se um enorme agradecimento e homenagem por tudo o que ajudaram a manter vivo o folclore deste rancho e prestigiar o nome do Bairro dos Sete Castelos.
Como é natural, são poucas as pessoas que fundaram este Rancho/Grupo, que ainda pertencem a ele. Muitas foram aquelas que pelo rancho passaram e o dignificaram, arriscaríamos a dizer que foram mais de duzentos pessoas.
Presta-se aqui uma homenagem a todos os que já se desvincularam, por razões próprias da vida e que por certo, no fundo, sentem orgulho e saudades de terem pertencido a este Grupo.